O Início

Sabe aquela sensação de que tem algo errado com todo mundo a sua volta? Que ninguém consegue ver o óbvio, ou, se vê, se recusa a aceitar? Assim que me sinto diariamente.

Faço Ciência da Computação na dita melhor faculdade do Brasil na área, e, dizem alguns professores mais “bairristas” uma das melhores do mundo. De fato, o ensino técnico e teórico que eu estou recebendo é fantástico, e não duvido que seja tão bom quanto qualquer matéria teórica de Stanford, Berkeley ou mesmo MIT. Mas parece que ninguém tem consciência do buraco, se é que posso dizer assim, que eles estão entrando. Aulas teóricas pesadíssimas, muitos trabalhos difíceis e com prazos apertados, professores literalmente escolhendo os alunos com as notas mais altas (não digo melhores por ser algo bem subjetivo)  para serem, desculpem a expressão, burros de carga nos infindáveis laboratórios, não sendo nada mais do que máquinas que programam muito mais do que as ditas 4h/dia que estava no contrato.

Os alunos não são treinados para pensar fora do escopo da área. Pouquíssimos possuem alguma capacidade de liderar uma equipe, muitas vezes preferindo receber ordens e executá-las sem pensar duas vezes.

Felizmente, não são todos. Dentre os mais de 400 alunos do curso, é visível o desconforto de alguns. Eles não tem as melhores notas. Muitas vezes, não estão presentes em todas as aulas, mas conseguem enxergar o rumo que a vida deles irá tomar se continuarem nesse rumo.

Não estou dizendo que os outros alunos são piores ou melhores, mas eles muitas vezes não enxergam o potencial deles mesmos de se tornarem algo muito maior, algo muito melhor que um programador de uma grande empresa, ou um analista de sistemas, recebendo seus bons salários, mas dificilmente enxergando as possibilidades fora do mundo acadêmico ou de empregado.

Não é para todos, nem digo que seja a melhor ideia, mas existe mais uma saída. De ter ideias. De deixar sua mente encontrar problemas cotidianos e encontrar uma solução melhor, dedicando seu tempo a criar o que você sonha e realmente quer.

Então, um dia, surge uma ideia. Você conta para mais dois ou três amigos, que também gostaram. Aquilo se desenvolve. Vira algo palpável. Vocês perdem noites e mais noites, só para conseguir criar um produto que vocês mesmos gostariam de usar. Estão hipnotizados por aquilo. Ela fica martelando o dia inteiro na sua cabeça. Esse é o mundo que eu vivo.

Não sei que rumo esse blog vai tomar. O que sei é que eu adoro escrever, tenho uma imaginação fértil e quero escrever sobre minha aventura nesse mundo de empreendedorismo. Podem existir momentos de desabafo, um diário de bordo, quem sabe? Quem sabe um ou outro texto sobre algo interessante? Vamos ver no que essa bagaça vai dar.

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