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Palestra com Salim Mattar, desafios do louco empreendedor, e uma dose de auto ajuda

Nessa semana fui a uma palestra sensacional com o empresário Salim Mattar fundador e CEO da Localiza, locadora de carros que está entre as sete maiores do mundo, e é a maior do hemisfério sul.

Na palestra ele contou sua história, que é obviamente de sucesso, mas o que vemos na verdade é que por traz de todo o sucesso, empreender da muito mais trabalho que qualquer simples emprego.

Para começar, cito como exemplo o primeiro contato profissional com a empresa Vale:

“No começo nos tínhamos dez a doze carros e eu procurei a companhia Vale do Rio Doce dizendo que na minha empresa só tinham carros novos com motoristas executivos, bilíngues, profissionais, e que estávamos pronto a atender a companhia Vale do Rio Doce.
Quando cheguei em meu escritório, a pessoa que eu acabara de visitar me ligou, solicitando um carro para o outro dia as 8hs da manhã.
Como não havia, de fato, motorista algum, eu seria o motorista. No outro dia peguei o carro, coloquei uma grava e fui até lá! Quando cheguei, o diretor que havia conversado comigo no dia anterior me disse:
– Mas Salim, você não disse que tinha um motorista, o que VOCÊ está fazendo aqui? Então eu respondi:
– Doutor, pra ter certeza que o primeiro serviço vai ser bem feito, eu próprio vou fazer!”

Aí está um exemplo de como usar uma situação, aparentemente ruim, a seu favor. A partir desse dia, a Localiza conseguiu a conta da Vale que até hoje é cliente da empresa do Salim.

Quando Salim foi abrir sua empresa, todos foram contra, inclusive amigos e namorada, aconselhando-o a não fazer aquilo já que estavam na época da primeira crise do petróleo.
Alguns anos depois, ele quis se expandir. Mais uma vez, conversando com seus amigos que  agora eram advogados, diretores de bancos, diretores de grandes empresas, ninguém foi a seu favor. Disseram que ele já havia construído um patrimônio sólido e que não deveria ser colocá-lo ‘a perder’. Voltando para seu escritório, tomando uma chuva daquelas, ele esfriou a cabeça e decidiu ignorar – mais uma vez – os conselhos de seus amigos  e expandir. Em um ano após a expansão, ele comprou 11 locadoras pelo Brasil, e o negócio explodiu.
Pela terceira vez Salim recorreu aos seus amigos para pedir opinião sobre a idéia de abrir a marca ‘Localiza’ para Franchising. Todos, de maneira unânime foram contra. Ele (and again, and again…) foi na contra mão dos conselhos e se expandiu para todo o Brasil.

Mas a história mais interessante se passou no ano de 1997, quando a Localiza buscou um sócio em um fundo de investimentos dos EUA. Salim mais uma vez procurou seus ‘amigos’ para se aconselhar sobre o fundo. Este fundo continha U$8 bilhões de dólares, e pagaria 50 milhões por 33% da Localiza.
TODOS foram contra, afinal naquela época não era comum empresas receberem investimentos assim. Ao pensar mais sobre o assunto ele colocou a idéia no papel e viu que em 26 anos, havia construído um patrimônio de 42 milhões de dólares, e se alguém chega e te oferece 50 MI por 1 terço não pode ser algo ruim. Salim ganharia em um dia, mais do que em 26 anos de trabalho. Após não seguir esse conselho a empresa estourou, e o fundo permaneceu até 2005 quando a Localiza realizou o IPO.

Ao falar sobre riscos em sua vida, Salin diz que o maior de todos foi abrir a empresa, e que empreender é tomar riscos.
Hoje próximo de passar o cargo de CEO para seu irmão, Salim diz ter diminuído o ritmo de trabalho para algo em torno de 12 a 15 horas diárias. Portanto, se você gosta de ter um horário fixo, com um número fixo de horas de trabalho, gosta de jogar futebol todas as terças e quintas, namorar as quartas e sábados, sair com os amigos nas sextas e não está disposto ,em algum momento, a abrir mão disso, você ainda tem uma grande chance de dar certo (1 em 1 milhão), mas ainda assim é uma chance.

Empreender poderá custar vida social, amigos, namorada, tempo e etc. E assim como tudo na vida, essa troca trará resultados.
Se você realmente batalhar, “agarrar o touro pelo chifre”, fazer jornadas de trabalho de 18, 16 horas e se esforçar muito, poderá chegar a seus objetivos.
Porém o sucesso custa caro! Você com certeza irá deixar coisas pelo caminho! Por isso, faça o que você gosta, faça com amor, porque se não existir esse amor pelo empreendedorismo a chance se se frustrar é grande.

Correndo o risco desse post parecer uma pagina de um livro barato de auto ajuda, gostaria que, depois de ter lido sobre a história de um empreendedor de sucesso, e visto que no inicio, os amigos parentes e até a namorada o chamaram de louco, principalmente por largar um emprego estável para se dedicar a um sonho. Pare um segundo pra pensar:  o mundo precisa desses loucos. Pessoas que transgridam com as idéias convencionais. Pessoas que sairam da corrida dos ratos, afinal são esse loucos que mudam o mundo. Esses loucos são responsáveis pelos produtos que consumimos todos os dias, pelo que vemos na TV, o que vestimos. Esses loucos definitivamente ditam o ritmo das nossas vidas e por isso não devemos repudiá-los pois eles movimentam TUDO.

Espero que todos se inspirem, não se deixem abater pelas dificuldades, arrisquem, dêem continuidade as suas idéias, projetos, empresas pois você estará entrando pro seleto time do movimento..

De um louco para muitos.

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Steven Paul Jobs

The Hero

Estou em choque. Nosso Alan Turing moderno morreu. O homem que reinventou nossa vida digital não está mais entre nós.
Se Turing basicamente inventou a computação como conhecemos, a comparação é, no mínimo, justa. Jobs nos deu a beleza dos computadores. Atenção aos detalhes. Nos mostrou o quão intuitivo poderia ser utilizar aquela máquina de calcular super poderosa, e que a filosofia do “Just Works” pode criar uma das empresas mais valiosas do mundo. Jobs reinventou a máquina idealizada por Turing. E, dizem, o homenageou e eternizou sua morte.
Steve recriou a indústria da música, fazendo renascer uma indústria fadada à morte na internet, além de nos presentear com os melhores dispositivos para desfrutar disso tudo, mudando o jeito com que escutávamos música.
Não fosse ele, ainda estariamos utilizando aparelhos com telas ridículas, sem aplicativos e com sua maior inovação o teclado com T9. Nunca iriamos imaginar que a internet estaria tão presente no nosso dia-a-dia, na palma de nossas mãos.
Seu mais novo filho inicio um nicho de mercado completamente novo, reinventando como lemos livros, utilizamos a internet e até mesmo como jogamos.
Os gênios morreram cedo. Seja com uma maçã ou por uma Maçã. Deixando marcas profundas em tudo o que fazemos hoje em dia.
Descanse em paz, gênio que mudou radicalmente como pensamos, agimos, trabalhamos, nos divertimos, nos relacionamos com pessoas e máquinas. Sua curta vida tornou nosso mundo um lugar completamente diferente. Um gênio empreendedor que nos deixou infinitas lições de como devemos agir. Apaixonados. Famintos. E tolos.

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Turing morreu

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Jogando tudo para o alto

Antes de iniciar, me desculpe pelo post pessoal. Mas isso periodicamente martela na minha cabeça durante horas. E não foi diferente esse fim de semana.

O tempo é nosso maior inimigo. Odiamos o tempo, ou melhor, a falta dele. Não conseguimos organizar nosso dia do jeito que queríamos, e, a tecnologia, que deveria nos ajudar, só atrapalha. Malditos push notifications. Queremos ficar o tempo inteiro conectado, mas, um amigo chamando no Facebook, o GTalk gritando pelo push do celular, isso tudo só atrapalha nossa vida. A facilidade de acessar o Twitter a qualquer momento também não é algo muito facilitador. Só enquanto escrevo isso, às 8h10 da manhã de segunda, meu celular já vibrou umas 12 vezes. Twitter, GTalk e Facebook.

Somando-se a esses problemas do século XXI, fazemos cada dia mais coisas. No meu caso, Aula, estágio, estudos e ainda tem que sobrar tempo para os amigos e a namorada. E cadê o tempo para se focar no que você quer fazer?

Muitas vezes meu impulso é de trancar o semestre. Só um semestre. E colocar minha vida de volta aos eixos. Alguns meses para fazer tudo o que queremos fazer, desenvolver o que queremos e então voltar aos estudos. Seria muita loucura fazer isso a essa altura do campeonato? Será que eu voltaria mesmo para a faculdade? Qual seria a reação dos meus pais, parentes e amigos? O que meu chefe diria? Acho que todos me achariam louco, idiota por largar a segurança da faculdade só para “perseguir um sonho”.

Estudei muito para estar aqui, e não quero perder a oportunidade de estudar no melhor curso de Computação do Brasil. Meu maior medo é não voltar mais. Trancar o semestre, colocar o produto no ar, dar certo e não querer mais voltar.

Eu não sei o que será daqui para a frente. Durmo cada dia menos, cada hora de sono pior aproveitada. Minhas notas não estão boas e a cobrança só aumenta. Quero férias, mas não para descansar. Muito pelo contrário, quero para trabalhar mais.

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Sobre Medos E Motivações

Primeiramente, gostaria de me apresentar: Para aqueles que não me conhecem sou Guilherme Cordeiro,  um dos doidos que resolveu juntar o conhecimento que possuí para tentar fazer alguma coisa bacana e que valha a pena.

O titulo deste post  representa os dois lados de sentimentos que levam uma pessoa a empreender. Se por um lado, a  satisfação pessoal e a chance de poder gerenciar seu negócio são atrativos para se empreender. Por outro, o medo de perder tempo e dinheiro é uma constante na maior parte das pessoas. Assim, vou falar um pouco sobre isto neste post.

De forma mais geral, posso falar que somos treinados a ser medrosos desde que damos os primeiros passos. Somos sempre instruídos a buscar apoio, sempre agindo de forma conservadora e limitada. De certa forma, isto funciona razoavelmente bem. Vejam só: como os outros autores do blog, sou estudante de computação de uma das melhores universidades do brasil. Com um pequeno esforço, consigo arranjar algum emprego que me sustente um estilo de vida com certas mordomias para o resto da vida. Uma pessoa em sã consciência escolheria o caminho natural: graduação com louvores, mestrado e um doutorado, isto somado à um emprego com um plano de carreiras que no final te colocaria no topo de uma carreira técnica.

Como já disse antes, eu sou doido. Para mim, esta carreira não é o suficiente, acho que não me sentiria satisfeito. Nesta situação, querendo ou não você acaba trabalhando para outra pessoa, vendo os créditos de um trabalho indo para os fundadores/diretores. Daí eu me pergunto, por que eu não posso ser o fundador/diretor? É claro que eu posso, se eu me dedicar  eu tenho uma chance, se eu me arriscar à conseguir algo melhor eu tenho uma chance. O ponto da questão, neste caso, é assumir riscos. Quando se quer alguma coisa neste sentido é necessário encarar seus medos, principalmente o medo de perder uma carreira segura e tranquila em alguma empresa, e agir.

Convivendo no ambiente de computação, consigo ver claramente que a maior parte das pessoas continua medrosa. Em geral, são alunos com potencial gigantesco, mas abrem mão de desenvolver  por uma zona de conforto já estabelecida. Conversando com algumas destas pessoas, vejo que o discurso tem sempre a mesma cara: “Não tenho tempo para desenvolver” ou “Não vai dar dinheiro”, mas a pior é  “Esta área não tem oportunidades” que escutei à algum tempo atrás.  Outra parte da minha motivação são estas pessoas, quero mostrar para elas que existe um caminho, pouco convencional, que pode dar certo.  Algo que vai demandar tempo e dinheiro, mas algo que me dê satisfação.

Por fim, para aqueles que pensam que é fácil, empreendedorismo não é brincadeira de criança. É preciso entender e aceitar os riscos corridos para este tipo de coisa.  Nós quatro estamos cientes de todos os riscos, tanto os que já assumimos quanto os que ainda vamos assumir.

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A rocha da turma…

Bem galera, esse é meu primeiro post aqui, então vou falar um pouco de mim e do que me levou a entrar nesse bando de loucos (em homenagem ao Corinthiano Alexandre)

Quando digo que sou A rocha da turma, não digo que sou o mais durão. Muito menos o peso do grupo. Eu sou apenas mais um estudante buscando o sucesso na vida.
Então você se pergunta: WTF  “a rocha da turma”?
Primeiro pois me chamo Pedro, o que quer dizer pedra (isso é óbvio nea? ^^).
Segundo pois tenho determinação e vontade. Vou atrás do que quero e busco realmente o que desejo.
Por último sou um dos que mais cobram (tudo bem que ser UM DOS QUE MAIS num grupo com 4 pessoas…), mas eu cobro principalmente de mim mesmo.
Eu tenho noção do quanto é difícil para todos nós conciliarmos várias coisas ao mesmo tempo(eu sei isso por experiência própria), mas nós também sabemos que pra uma ideia sair do papel requer muiiiiiito esforço e dedicação de sobra.

As vezes me pergunto o que me fez entrar nessa coisa de empreender.
Muito devo à minha família, pois desde cedo tive contato com gerencia de dinheiro.
Mas a maior parte vem realmente de mim. Como é bom ver um negócio SEU nascer e crescer. Como é bom ter aquele frio na barriga por assumir riscos planejados. De se caso dê alguma coisa errada não ter medo de tentar novamente e botar mais lenha na fogueira.
Desde pequeno fui muito curioso e ativo (até hoje sou curioso pacas) e isso me instiga a sempre querer encontrar algo novo e melhor.

Lógico que isso não deixa de ser um mundo novo pra mim. Aprender a lhe dar com situações não imaginadas antes, dificuldades e conflitos, e saber como sair de todos eles de uma maneira boa e ética.
Ser rejeitado e tomar um não na CARA, ou ter que esperar AQUELA ligação importante. Um jogo de emoções fortes para quem tem pulso e coragem, pior que um ALL-IN no High-Stakes Poker.

Esse é o mundo que sempre gostei, curti e sonhei. Mesmo sabendo que não é (e nem será) fácil.  Um mundo onde então eu possa ser uma grande pedra.

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O Início

Sabe aquela sensação de que tem algo errado com todo mundo a sua volta? Que ninguém consegue ver o óbvio, ou, se vê, se recusa a aceitar? Assim que me sinto diariamente.

Faço Ciência da Computação na dita melhor faculdade do Brasil na área, e, dizem alguns professores mais “bairristas” uma das melhores do mundo. De fato, o ensino técnico e teórico que eu estou recebendo é fantástico, e não duvido que seja tão bom quanto qualquer matéria teórica de Stanford, Berkeley ou mesmo MIT. Mas parece que ninguém tem consciência do buraco, se é que posso dizer assim, que eles estão entrando. Aulas teóricas pesadíssimas, muitos trabalhos difíceis e com prazos apertados, professores literalmente escolhendo os alunos com as notas mais altas (não digo melhores por ser algo bem subjetivo)  para serem, desculpem a expressão, burros de carga nos infindáveis laboratórios, não sendo nada mais do que máquinas que programam muito mais do que as ditas 4h/dia que estava no contrato.

Os alunos não são treinados para pensar fora do escopo da área. Pouquíssimos possuem alguma capacidade de liderar uma equipe, muitas vezes preferindo receber ordens e executá-las sem pensar duas vezes.

Felizmente, não são todos. Dentre os mais de 400 alunos do curso, é visível o desconforto de alguns. Eles não tem as melhores notas. Muitas vezes, não estão presentes em todas as aulas, mas conseguem enxergar o rumo que a vida deles irá tomar se continuarem nesse rumo.

Não estou dizendo que os outros alunos são piores ou melhores, mas eles muitas vezes não enxergam o potencial deles mesmos de se tornarem algo muito maior, algo muito melhor que um programador de uma grande empresa, ou um analista de sistemas, recebendo seus bons salários, mas dificilmente enxergando as possibilidades fora do mundo acadêmico ou de empregado.

Não é para todos, nem digo que seja a melhor ideia, mas existe mais uma saída. De ter ideias. De deixar sua mente encontrar problemas cotidianos e encontrar uma solução melhor, dedicando seu tempo a criar o que você sonha e realmente quer.

Então, um dia, surge uma ideia. Você conta para mais dois ou três amigos, que também gostaram. Aquilo se desenvolve. Vira algo palpável. Vocês perdem noites e mais noites, só para conseguir criar um produto que vocês mesmos gostariam de usar. Estão hipnotizados por aquilo. Ela fica martelando o dia inteiro na sua cabeça. Esse é o mundo que eu vivo.

Não sei que rumo esse blog vai tomar. O que sei é que eu adoro escrever, tenho uma imaginação fértil e quero escrever sobre minha aventura nesse mundo de empreendedorismo. Podem existir momentos de desabafo, um diário de bordo, quem sabe? Quem sabe um ou outro texto sobre algo interessante? Vamos ver no que essa bagaça vai dar.

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